EPISÓDIO 5
TERROR E MALVADEZ

SINOPSE

Na Vacariça, o povo que deixou as suas casas e se esconde das tropas francesas, esforça-se por ajudar no que pode. Tentam, dentro dos possíveis, tratar dos primeiros feridos que começam a chegar, enquanto são obrigados a partilhar o que ainda lhes resta de sustento. Ana, ainda sem notícias do seu homem e sozinha com os dois filhos, desabafa sobre todo o sofrimento de um povo, toda a injustiça e toda a chacina desnecessária. Mas, sem qualquer premonição, algo inesperado acontece: “Vêm aí os franceses”, ouve-se a ecoar pelo campo, frase, infelizmente, já tão bem conhecida. A população foge, aos gritos: “Salvem as crianças”. Alguns corpos militares franceses chegam à Vacariça e na sua passagem cometem as maiores atrocidades. Os velhos e as crianças sofrem crimes horrendos, as Igrejas e locais de culto são completamente destruídos e saqueados e as mulheres são perseguidas, violadas, maltratadas e assassinadas de uma forma atroz. Ana está entre elas.

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Episódio 5 

A3º Invasão Francesa veio retirar, ao concelho da Mealhada – na época concelho da Vacariça, o que de melhor tem: o seu povo. A população que ficou para trás, por força da inércia ou pela falta de oportunidade de fuga, foi terrivelmente dissipada e violentada e as suas terras completamente destruídas, como aliás, se pondera ser exemplo o desaparecimento do ilustre Mosteiro da Vacariça. Desta forma, “Terror e Malvadez” vem respeitar e homenagear a força e a resiliência nunca perdidas pelas nossas gentes, apesar do rasto de destruição, doloroso, que o povo teve de enfrentar.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

Evento
Município da Mealhada

Criação
Caixa de Palco

Produção
NOC Teatro

Direção Artística
Marta Pires

Dramaturgia
Joana Sarabando

Encenação
Joana Sarabando, Marta Pires e João Tarrafa

Produção
Filipa Almeida e Rosa Gonçalves

Direção de Sonoplastia e Assistência de Composição
João Tarrafa

Elenco
Filipa Almeida, Marta Pires

Participação Especial
Nuno Marques, Cláudio Monteiro, Vítor Monteiro, Nuno Gonçalves, Sara Estibeira, Carla Santos, Maria Conceição Rosmaninho, Fátima Rodrigues, Noémia Machado Lopes, Ana Soares, Francisco Robalo, Pedro Semedo, José Machado Lopes, Elisabete Sousa, Rodrigo Oliveira, Luna Melo, Leonardo Fajardo, Santiago Fajardo, Afonso Semedo

Recreadores Históricos
Glória Simões, Carlos Simões, Conceição Febra, Graça Manaia, Ana Pereira, Fátima Baía, Maria Goreti Miranda, Dina Paula Patrício, Rui Fonseca

Quarteto
Barbara Bernardino, Rita Santos, Lourenço Ribeiro e Sandro Markondes

Design e operação de Luz
Dino da Costa

Fotografia de Cena
Carlos Gomes

Plano de Comunicação, Divulgação e Design Gráfico
Ana Pedro Coleta e Tiago Pereira

Maquilhagem e Cabelos
Viviana Dallot e Dulcinea Filipe

Figurinos
O Capote

Entidades Participantes
Aguarela de Memórias; Oficina de Teatro do Cértima; GREHC; AQUILES - Cultura e Teatro; Armas da História; Universidade Sénior Cades

Operação de som, montagem e apoio à técnica
Sérgio Leão, Daniel Neves, Carlos Santos

Apoio frente de sala
Manuela Fernandes, Divisão Turismo e Cultura da Câmara Municipal da Mealhada e Bárbara Morais (Cruz Vermelha Mealhada)

Cedência de adereços e figurinos
Armas da História, Junta de Freguesia de Arrifana, GREHC, Aquiles - Cultura e Teatro

Apoios Prestados e agradecimentos
Casa do Povo da Vacariça, Junta de Freguesia da Vacariça, Cruz Vermelha, Junta de Freguesia de Arrifana

Terror e Malvadez

A 3º Invasão Francesa veio retirar, ao concelho da Mealhada – na época concelho da Vacariça, o que de melhor tem: o seu povo. A população que ficou para trás, por força da inércia ou pela falta de oportunidade de fuga, foi terrivelmente dissipada e violentada e as suas terras completamente destruídas, como aliás, se pondera ser exemplo o desaparecimento do ilustre Mosteiro da Vacariça. Desta forma, “Terror e Malvadez” vem respeitar e homenagear a força e a resiliência nunca perdidas pelas nossas gentes, apesar do rasto de destruição, doloroso, que o povo teve de enfrentar.

Um dos grandes Mistérios da Vacariça…

Entre o ano de 850 e o ano 1002, na Vacariça, existiu um mosteiro. Contudo, não há registos históricos sobre esse mesmo edifício. Acredita-se, porém, que a igreja da Vacariça e os edifícios circundantes tenham feito parte desse mesmo mosteiro, a partir de um pormenor muito simples: a igreja não tem porta de entrada. Se observarmos bem a igreja em questão, aquilo que seria a frente da mesma, está direccionada para a propriedade privada e completa assim a área de um possível claustro. Este espaço é, portanto, o espaço mais antigo da Vacariça.

O espaço que hoje é conhecido como a Casa do Povo da Vacariça, foi utilizado como espaço cénico, pois acredita-se que durante a 3º Invasão foi povoado pelos franceses.

“No ano de 1980, o espaço da Casa do Povo da Vacariça, adquiriu um Solar do século XVII (Solar dos Viscondes do Valdoeiro), onde tem a sua sede e instalações. O Solar é uma construção antiga, brasonada e classificada de valor histórico e concelhio. Esta instituição teve a sua inauguração oficial no ano de 1984, mas foi em 1991 que iniciou realmente o desenvolvimento de actividades de carácter social.”