EPISÓDIO 4
MEMÓRIAS DE RETIRADA

SINOPSE

No rescaldo da batalha, de volta ao Convento, há agora um grande alvoroço por todo o lado, ouvem-se tiros, gritos, homens a fugir, feridos... Soldados franceses tentam arrombar o Convento e roubar os mantimentos, mas Frei José de São Silvestre, sem medo, não arreda pé e luta por evitar a destruição do Convento.
Frei José dedica-se à escrita, relatando no seu diário tudo a que vai assistindo. A Capela das Almas, próxima às Portas de Sula do Bussaco, é transformada num hospital de sangue, onde feridos franceses, portugueses e ingleses são tratados de igual modo, como seres humanos. Frei José inspira assim a população a dar apoio e sustento à cura dos feridos. 

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Episódio 4 

A Grande Batalha termina e é chegada a hora de abandonar o Convento. Mas Frei José, decide ficar para trás para poder proteger o Convento de possíveis assaltos, por parte do inimigo, e para auxiliar no que fôr preciso, nomeadamente, tratar dos soldados que ali ficaram, todos os feridos e esquecidos.
Num ato de humanidade e louvor, a cor da farda é posta de lado, predominando a vontade de criar condições necessárias para o bem estar e sobrevivência destas pessoas. Assim, todas as forças unem-se e na Capela de Nossa Senhora da Vitória e Almas cria-se um hospital de sangue onde aliados e inimigos se cruzam e se ajudam mutuamente. Entre pequenas peripécias e atos de heroísmo, a população salva a nação, com amor e compaixão pelo próximo.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

Evento
Município da Mealhada

Criação
Caixa de Palco

Produção
NOC Teatro

Direção Artística
Marta Pires

Dramaturgia e Encenação
Marta Pires

Produção
Filipa Almeida

Assistência de Produção
Joana Sarabando

Elenco
Pedro Gama

Participação Especial
Nuno Marques, Vitor Monteiro, Cláudio Monteiro, Paulo Santos, Sérgio Carvalho, Jorge Jesus, Nuno Gonçalves, Rui Baptista, Rodrigo Oliveira, Pedro Semedo, Francisco Robalo, Nuno Mesquita

Recreadores Históricos
António Ramos, Luís Costa, Carlos Febra

Sonoplastia
João Tarrafa, Pedro Latães

Composição musical
João Tarrafa

Fotografia de Design
Ana Pedro Coleta

Fotografia de Cena
André Maçãs

Plano de Comunicação, Divulgação e Design Gráfico
Ana Pedro Coleta e Tiago Pereira

Design e Operação de luz
Dino da Costa

Operação de Som
A Força da Música: Ricardo Rosa

Direção de Cena
Joana Sarabando e Filipa Almeida

Frente de sala
Living Place – Paulo Nabais e Sónia Nabais
Cruz Vermelha – Jéssica Vitorino

Maquilhagem e Cabelos
Viviana Dallot

Figurinos
Junta de Freguesia da Arrifana

Cavalos
Sela & Bridão

Entidades Participantes
Aguarela de Memórias; Oficina de Teatro do Cértima; GREHC; Aquiles - Cultura e Teatro

Apoios Prestados
Cruz Vermelha, Escuteiros da Pampilhosa, Fundação Mata do Buçaco, Living Place, Armas da História

Porta de Sula

A Porta de Sula, por ficar próxima da aldeia de Sula, toma dela o seu nome. É das mais antigas Portas do Convento do Bussaco, dando acesso ao mesmo pelo lado nascente. Esta porta remonta aos meados do séc. XVII, tendo sido alargada e restaurada por volta de 1875.

Durante a batalha do Bussaco, os muros laterais foram semi derrubados, de forma a permitir uma melhor defesa e no espaço à sua frente, do lado exterior da porta, foi construída uma paliçada (conjunto de estacas de madeira fincadas verticalmente no terreno, ligadas entre si, de modo a formarem uma estrutura firme como obra de defesa militar) com troncos de carvalho para servir como obstáculo à investida dos franceses que, chegando perto do local, não conseguiram atravessar esta barreira.

Depois da batalha, a porta de sula teria servido como passagem entre o convento e a Capela das Almas (Capela junto ao Museu Militar do Bussaco), onde estaria montado o hospital de sangue, fazendo desta forma serventia aos frades que se mantiveram no convento e que deram o seu apoio aos feridos.

Frei José de São Silvestre, foi um dos poucos frades que se manteve no Convento durante e após a Batalha do Bussaco, ficando como guardião do Convento e dando o seu suporte e auxílio aos soldados feridos que ficaram perdidos pela mata.