EPISÓDIO 3
MOLEIRO DE SULA

SINOPSE

Não muito longe dali, ouvem-se crianças a cantar e a brincar na rua, que são interrompidas por um “Os franceses vêm aí, os franceses vêm aí”. As crianças fogem e de repente, uma nuvem de fumo paira no ar. Começa um dos primeiros confrontos no nosso território. Junto ao moinho de Sula, as tropas francesas tentam atravessar a serra, sendo travadas por parte do exército anglo-luso. Ao mesmo tempo, o dono do moinho, João Rana, tenta, a todo o custo, entrar no seu moinho. “O meu moinho, o meu rico moinho!” E lá ficou ele, sozinho. 

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GUIÃO

Episódio 3 

Naquela madrugada de setembro, quando o clarão do nascente começava já a pintar a encosta do Bussaco, João Rana, Moleiro de Sula e dos frades, seguia, como habitualmente, a sua viagem até ao seu moinho. Acreditando que nada fazia prever que um dos momentos mais brutos da história do Bussaco o impediria de cumprir com as suas funções de moleiro, insurge-se perante as forças armadas que o impelem a abandonar o seu posto e a fugir, largando tudo o que lhe é de mais importante.
João Rana, fiel ao seu moinho e às suas gentes surge como uma figura representativa do povo da Mealhada: a sua resiliência, a sua luta e a sua fidelidade ficam perpetuadas na memória de um povo que luta pela sobrevivência.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA


Evento

Município da Mealhada

Criação
Caixa de Palco

Produção
NOC Teatro

Direção Artística
Marta Pires

Dramaturgia e Encenação
Joana Sarabando

Produção
Filipa Almeida

Assistência de Produção
Joana Sarabando

Elenco
Dinis Binnema, João Tarrafa

Participação Especial
Manuel Filipe, Pedro Semedo, Noémia Machado Lopes, Afonso Semedo, Maria Marques, Íris Reverendo, Éder Reverendo e Nuno Mesquita

Recreadores Históricos
António Ramos, Rui Fonseca, João Monjardino, Rui Miranda

Sonoplastia
João Tarrafa

Composição musical
João Tarrafa

Fotografia de Design
Ana Pedro Coleta

Fotografia de Cena
André Maçãs

Plano de Comunicação, Divulgação e Design Gráfico
Ana Pedro Coleta e Tiago Pereira

Design e Operação de luz
Dino da Costa

Operação de Som
Jorge Marques e Sofia Ferreira

Apoio aos Figurinos e Adereços
Jimmy Cunha

Maquilhagem e Cabelos
Viviana Dallot

Entidades Participantes
Aguarela de Memórias; Oficina de Teatro do Cértima; GREHC; Armas da História

Frente Sala
Gabriel Trindade, Rafael Duarte, Manuela Fernandes

Apoios Prestados
Grupo Cénico de Santa Cristina; Armas da História; Junta de Freguesia de Barcouço

Bibliografia
“O Moleiro de Sula”, Julio Dantas


Moinho de Sula

Um local emblemático da Serra do Buçaco. O General Crawford utilizou este moinho para, aquele que seria, o seu posto de comando na Batalha do Buçaco, em Setembro de 1810.

O aspeto do moinho sofreu algumas alterações desde a passagem de Crawford. Segundo as descrições da época, as rochas que serviram de observação para o General já não estão presentes. Contrariamente, toda a florestação em volta agora é densa e desenvolvida, o que não acontecia na altura, uma mais valia para se observar então o movimento das tropas francesas.

Júlio Dantas, a partir da obra "O Moleiro de Sula", deixa-nos um legado de uma realidade tão distinta como fria. No entanto, Ti João Rana, não vem só fazer jus ao seu nome. João Rana, vem fazer jus a uma população devastada mas fiel à sua terra, às suas gentes.

Apesar do moinho utilizado no episódio 3 da nossa viagem, não ser o Moinho de Sula, mas sim o de Santa Cristina, tentamos criar referências e imagens que conduzem o público a viajar connosco nesta história tão brutal. Interessante saber que o Moinho de Sula é um moinho de Vento e o de Santa Cristina de água, mas mesmo com estas diferenças, enaltecemos aquilo que mais importa: as gentes da nossa terra!

Um local emblemático da Serra do Buçaco. O General Crawford utilizou este moinho para, aquele que seria, o seu posto de comando na Batalha do Buçaco, em Setembro de 1810.

O aspeto do moinho sofreu algumas alterações desde a passagem de Crawford. Segundo as descrições da época, as rochas que serviram de observação para o General já não estão presentes. Contrariamente, toda a florestação em volta agora é densa e desenvolvida, o que não acontecia na altura, uma mais valia para se observar então o movimento das tropas francesas.

Júlio Dantas, a partir da obra "O Moleiro de Sula", deixa-nos um legado de uma realidade tão distinta como fria. No entanto, Ti João Rana, não vem só fazer jus ao seu nome. João Rana, vem fazer jus a uma população devastada mas fiel à sua terra, às suas gentes.

Apesar do moinho utilizado no episódio 3 da nossa viagem, não ser o Moinho de Sula, mas sim o de Santa Cristina, tentamos criar referências e imagens que conduzem o público a viajar connosco nesta história tão brutal. Interessante saber que o Moinho de Sula é um moinho de Vento e o de Santa Cristina de água, mas mesmo com estas diferenças, enaltecemos aquilo que mais importa: as gentes da nossa terra!